Banheiro em balada... O TROCO!


Um dia desses...
Marcela sentiu uma pontadinha de vontade de ir ao banheiro. Não era “aquela vontade” dava para tomar mais um dois copos de cerveja e segurar mais um pouquinho. Afinal quando se começa a ir não para mais. É a regra quando se toma cerveja, aliás fala a verdade banheiro e cerveja são duas combinações perfeitinhas, quase alma gêmea.
Denise, amiga que acompanhava Marcela na balada, voltou do banheiro e foi logo destilando sua ira.
- Amiga... vai se fu... o banheiro tá um nojo... isso que eu demorei uns cem anos pra conseguir entrar, tá uma fila do cacete... coragem a sua tomar mais cerveja! - Denise falou aos berros, o som da banda começava.
Marcela olhou para o copo meio cheio meio vazio e depois que ouviu aquelas palavras sentiu a vontade crescer absurdamente não dava mais para esperar.
- Dê... eu tô apertada!
Denise olhou para a amiga assustada.
- Ué, vamos lá... quem sabe com a banda rolando não tem tanta gente com a urina solta.
E lá foram as duas. Ao chegar no banheiro a cena era pior do que Denise tinha narrado.
- Gente do céu... só tem um banheiro? Um vaso sanitário?
- Tem dois. Mas, o outro está interditado por uma cagada monstruosa, nem toda a água do mundo consegue banir aquele troço.
- Que comentário horrível Dê.
- Tô dizendo. Eu que não bebo mais cerveja, nem fodendo. Nem fodendo.
- Coitada da cerveja! - Tomou o último gole de uma vez e enfiou o copo descartável dentro da bolsa ao constatar que não havia uma lixeira próxima.
- Marcela, minha amiga, me diga isso daqui a pouco.
Marcela olhou para a fila que parecia não andar, umas dez garotas na sua frente se contorcendo, sem conseguirem expressar nenhuma palavra completamente irritadas com aquela espera sem fim.
- Meu Deus, quem é a filha da puta que está morta ai dentro? Minha filha vai cagar na sua casa. - Uma garota com os olhos marejados de agonia reclamava. Ao lado do banheiro das mulheres, estava o dos homens, sem fila, sem lamentações, um deles saia exatamente no momento que o xingamento ecoava, riu sem se conter e balançou a cabeça em deboche.
Marcela olhava o vai e vem no banheiro masculino, indignada com sua sorte.
- Dê... eu já senti minha calcinha molhar... eu não tô aguentando mais segurar... vou fazer xixi aqui mesmo... me ajuda! - Falava com a voz trêmula, quase chorando.
- Ai ai ai... - Denise passou pelas garotas da fila, chegou até perto da porta e começou a bater ensandecidamente.
- Ô minha filha... morreu ai dentro? - Socava a porta e mesmo assim não veio a resposta. - Tem que chamar o gerente... - Antes que Denise seguisse em busca do tal gerente a porta do banheiro se abriu. Quatro mulheres saíram do banheiro. Totalmente maquiadas e ignorando todas que esperavam a desocupação do recinto.
- Mas... olha que folga! Que fala de solidariedade! - Denise resmungava já ao lado de Marcela.
- Eu nem vou xingar... nem consigo... - Tentava respirar devagar e pensar em outras coisas e esquecer sua bexiga desesperada por uma aliviada.
- E ai mulherada... querem usar o banheiro masculino? Vigiamos a porta para vocês... claro que... se pagarem uma cerveja... uma tequila... ou até mesmo um beijo... negócio tá fechado!
As mulheres agoniadas na fila, olharam juntos para os rapazes. Um deles era o que tinha soltado um sorriso debochado minutos antes, acompanhado de outro tão risonho quanto ele.
-Como tem cara idiota nesse mundo. Que adianta beleza... fala sério.
- Eu tive uma ideia, Dê... vem comigo...
- O que você vai fazer?
Marcela se aproximou dos belos e saradões rapazes.
- Eu compro um chopp para cada um... se me deixarem usar o banheiro...
- Ae! - Vibrou os dois fazendo batendo as mãos um do outro, empolgados com o “negócio” que acabavam de criar.
- Pode entrar... ta vazio.
Marcela correu para dentro do banheiro. Alguns minutos depois deixou o lugar. Segurando firme a bolsa.
- Ufa, obrigada! Agora... aguardem aqui... que eu já volto.
- Eu posso ir com você. - Um deles se ofereceu, desacreditando do pagamento.
- Rapazes, vocês salvaram minha vida... confiem em mim... eu e minha amiga... voltamos em poucos segundos.
- Ok... vamos confiar! - Os dois pularam de alegria novamente.
Denise e Marcela voltaram com copos grandes de cerveja, quase transbordando.
- Aqui... está o pagamento de vocês!
As duas entregaram os copos e deram as costas rapidamente para os rapazes, voltando-se para a fila, aonde se aglomerava as mulheres na maldita fila do banheiro.
Denise cochichou algo no ouvido da última da fila que caiu na risada e contou o que ouvira a próxima e sucessivamente, até que a notícia se espalhou e euforia de risos explodiu por todo o lugar.
As duas amigas, Denise e Marcela deixaram a balada.
- Foi nojento você me dizer que mijou dentro do copo e pior ainda sair do banheiro escondido com ele, atrás da sua linda bolsa... .. mas foi genial misturar seu xixi dentro dos copos de cerveja. - Dizia Denise ao abrir o carro.
- Dê... eu suporto vadiazinhas enrolando no banheiro... mas não suporto homem tirando sarro da nossa cara... isso não! - Esbravejou.
Denise ligou o carro sorriu e finalizou.
- Por isso... isso não poderia ter ficado só entre nós duas... imagina agora... todas as mulheres da balada sabem que eles beberam urina!
Denise saiu com o carro e as duas gargalhavam alto e de bexigas aliviadas.

1 comentários:

Anônimo disse...

Maria diz: Amei a idéia meninas, agora é só aguardar o momento certo. Bjos.