Traição e perdão


É possível aceitar uma traição, quando existe a confissão?
A conversa:
- Olha... precisamos conversar... ontem... depois que... discutimos... eu sai com uns amigos... e enfim... não vou mais enrolar – Ele anda de um lado para o outro. Coçando a cabeça desconcertado. Querendo algo dizer, mas sem saber como dizer.
- Sei... que fui precipitada... me desculpe... eu não queria colocar as coisas assim... como se eu estivesse te obrigando a casar comigo... é... que... a gravidez me pegou de surpresa também... e falei da gente ficar junto... porque... afinal já namoramos há tanto tempo, não é?
- Eu transei com minha ex-namorada... esbarrei com ela ontem, no bar... e acabou acontecendo... eu não posso esconder isso de você... e... você tinha razão... não precisa se desculpar... só fiquei um pouco assustado com a gravidez...
- Você tá escutando o que está dizendo? … vai falando e falando... e cospe na minha cara que transou com sua ex? … então é assim?... quando a coisa aperta você... simplesmente vai pro bar... enche a cara e transa com a primeira que aparece?
- Não coloque dessa maneira... me perdoe...
Ela senta no sofá e deixa as lágrimas inundar o rosto. Passa a mão na barriga carinhosamente. Ele senta ao lado dela, quieto, cabisbaixo e sem esperar qualquer palavra dela volta a falar.
- Casa comigo. É você que eu quero para sempre. Eu errei, mas... eu amo você e não quero perdê-la.
Mesmo diante da dor que cortava seu peito. Daquele golpe traiçoeiro. Ela balançou a cabeça aceitando o compromisso. Ele ficou empolgado.
Ela levantou-se. Estava sentindo a cena da traição se formando na memória. As carícias, os beijos, as palavras, a ex-namorada acreditando no retorno, no reencontro, louca para vê o rosto da atual e debochar, com o riso mais irônico nos lábios.
Doía aquela cena. Aquela visão que lhe parecia real em cada detalhe.
Ele foi embora, voltou para o trabalho, todo entusiasmado, contente por seu perdão, contente por ter sido sincero, porque sabia que a ex-namorada de alguma maneira faria aquilo cair nos ouvidos do seu grande amor. Sabia que tinha sido um erro e não pretendia repeti-lo.
Ela enxugou as lágrimas e seguiu para o quarto vazio, parou na porta, visualizando a futuro decoração da sua criança. O apartamento era novo, seu namorado há pouco havia adquirido. Sorriu tristemente e sussurrou:
- Ele será um bom pai. - Fechou a porta do quarto. Pegou o celular e voltou para a sala, ainda pouco decorada, carente de móveis.
- Mãe... pode fechar dia 15. Sim, claro que ele topou. - Uma lágrima insistente escorreu pelo seu rosto. Ela enxugou-a e mandou para longe a conversa de antes. Estava decidida a passar uma borracha, apagar de vez, tudo que ouvira. Dali em diante, era ela, ele e o filho deles.
Perdoar uma traição é uma atitude quase sobre-humana. Aceitar que o outro toca, beija, transa, ri, vibra e sente tantas outras sensações com outro alguém é algo desesperador.
Por isso... muitos dizem “eu te perdoo”... sem se dar conta que não houve perdão e sim uma punição, uma vingança que estar por vim.
Perdoar exige muito mais do que três palavras, exige atitude, exige a necessidade do diálogo, dos acertos, das arestas aparadas.
Não houve perdão quando ao acontecer qualquer desentendimento voltar aquele momento de traição, remoendo, retorcendo, não é perdoar... é sim condenar aos dois a viverem juntos no purgatório, sentindo cada um a mesma sensação dia a dia... amargura, depressão, tantos porquês, inúmeras lágrimas, dezenas de lamúrias... Com a finalidade exclusiva de "fazê-lo pagar por tudo". Sofre os dois, morre o relacionamento, desaparece o amor.
Se não consegue conviver com o fato do parceiro ter estado com outra pessoa.
Diga adeus.
Mesmo com a dor no peito. Com o amor entre os dedos.
E vá embora!
Perdão exige compreensão, tocar o barco e esquecer o passado.
Não se culpe, pela traição, pelo “não perdão”
Apenas continue sua estrada...
ACREDITANDO...
Que um dia encontrará alguém
e esse alguém será incapaz de te pedir esse tipo de perdão...
Mas não se comprometa com algo que tem um processo pesado e doloroso...
Até o esquecimento... ou o conformismo...

O CANALHA

....

Bianca estava ansiosa e ao mesmo tempo mega feliz por começar um novo emprego, depois do fim do noivado, nada mais importava.

Era o que pensava, até Gustavo surgir, imponente, sedutor e confiante.
Bianca se apaixonaria antes mesmo de conhecê-lo direito... e sua vida nunca mais seria a mesma. Ele a usaria de todas as maneiras, fazendo-a sentir na alma todo tipo de sentimento de bom a ruim. Uma relação explosiva,  intensa e perigosa que caminhava  dia a dia para um terrível fim.


O primeiro livro da Série Mulheres Cafajestes... Chegou viril e sedutor!

Assédio moral e preconceito contra as mulheres


- "Você é louco de dar um cargo de gestão pra essa menina! Olha o jeito dela, essa voz mansa não passa nenhuma credibilidade..."

Por incrível que pareça, não estamos falando de uma observação machista ocorrida nos anos 60... trata-se, ainda e vergonhosamente, de uma realidade atual para muitas mulheres.

Muito se fala em direitos iguais.

Direito dos gays.

Direito dos negros.

Direito da criança.

E as pessoas simplesmente pararam de dar importância ao direito de igualdade das mulheres!

Pouco se fala nisso, nos dias de hoje... porque existe uma idéia (já bem enraizada) de que isso acabou no Brasil e no mundo.
Tantas mulheres executivas, engenheiras, taxistas... cargos antes ocupados predominantemente por homens. Então, podemos concluir que o preconceito contra as mulheres acabou, não é?

Engana-se quem pensa que sim.

O preconceito existe, é atual e incomoda muitas mulheres.

Alguns homens ainda não toleram mulheres em cargos de poder, de comando, de gestão.
Para eles, as mulheres são seres que nasceram única e exclusivamente para o casamento, para o lar, para gerar filhos.

Em muitos destes casos, os homens não guardam suas opiniões preconceituosas para si mesmos. Eles humilham, maltratam, praticam assédio moral sem o menor pudor. E pior: diante de outros colegas, pois não tem medo de serem punidos. Não dão a mínima por alguém testemunhar uma palavra de baixo calão, ou uma expressão agressiva. Sabem que a impunidade prevalece na maioria dos casos.

- "Este projeto não funciona porque a gerentinha mulher não dá conta!"
- "A taxista errou o caminho porque lugar de mulher é pilotando o fogão!"
- "Vai dar ordens ao seu marido!"
- "Na TPM essa mulher funciona pior ainda!"

As expressões de intolerância contra as mulheres no dia a dia poderiam ser infinitamente listadas aqui, mas não precisamos ir muito longe para presenciar.
Sempre temos alguma amiga, parente ou colega que passa por isso, dia após dia, mas precisam do emprego e acabam tolerando a humilhação.

Abaixo, algumas consequências da agressão:

- Dificuldades emocionais: irritação constante, falta de confiança em si, cansaço exagerado, diminuição da capacidade para enfrentar o estresse. Pensamentos repetitivos.

- Alterações do sono: dificuldades para dormir, pesadelos, interrupções freqüentes do sono, insônia.

- Alteração da capacidade de concentrar-se e memorizar (amnésia psicógena, diminuição da capacidade de recordar os acontecimentos).

- Anulação dos pensamentos ou sentimentos que relembrem a tortura psicológica,
como forma de se proteger e resistir.

- Anulação de atividades ou situações que possam recordar a tortura psicológica.

- Diminuição da capacidade de fazer novas amizades. Morte social: redução
do afeto, sentimento de isolamento ou indiferença com respeito ao sofrimento alheio.

- Tristeza profunda.

- Interesse claramente diminuído em manter atividades consideradas importantes
anteriormente.

- Sensação negativa do futuro. Vivência depressiva.

- Mudança de personalidade. Passa a praticar a violência moral.

- Sentimento de culpa. Pensamentos suicidas. Tentativas de suicídio.

- Aumento de peso ou emagrecimento exagerado. Distúrbios digestivos. Hipertensão arterial. Tremores. Palpitações.

- Aumento de consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas.
Diminuição de libido.

- Agravamento de doenças pré-existentes. Dores de cabeça.

- Estresse. Em 47% dos casos associado à tortura psicológica.


A mulher que vivencia uma situação deste nível, não enfrenta somente o assédio moral do agressor: enfrenta também a sensação constante de humilhação e impotência. E pior: todo este terror diário conciliando com suas atividades normalmente, pois seus compromissos não podem esperar.

Até quando o PRECONCEITO ainda será pauta?

Medo deles? Por que?



Nunca tive medo de menino, quando eu era pequena...
 menininha lá na cidade do interior, nas ruas de barro e pés descalços, 
sempre brinquei aos montes, 
sem perder as rédeas 
sem temer o toque e 
nem tampouco os esbarrões e os tombos.
Nunca tive medo de garoto, 
quando eu era adolescente, 
cabelos longos e soltos lá na escola da cidade vizinha 
e um pouco mais civilizadinha da minha, 
sempre me diverti aos montes,
 dançava dois passo pra cá, dois passo pra lá 
nas festinhas que cada um levava algo,
 refrigerantes ou salgadinhos, 
não havia problema algum, 
no começo daquelas paixõezinhas,
 mãos dadas e salada mista na calçada de casa.
Não tive medo de homem, 
quando me deparei mulher,
seios fartos, riso largo e pele doce. 
No centrão do meu país,
Eu tinha na mente, 
desde sempre, 
ele é o mesmo que brincou comigo,
dançou comigo, pulou descalço, caiu no barro 
e selou meus lábios 
naquela brincadeira de criança...
 onde corava com "Pera"...
 e temia a maçã... 
mas... sorria... pela amada... 
surgindo diante dos olhos desvendados...

Por que temê-lo? Se teus medos e anseios... 
São tão meus ... quanto os meus são tão deles?

Homens... mulheres...
uns tão certos...
outros tão eloquentes... 
mas no peito... é a máxima... todos querem é felicidade... 

Eu, meu carrasco, minha dor!


Nós, mulheres, temos o (péssimo) hábito de exigirmos demais.

Tentamos ser perfeitas em todos os sentidos: na vida pessoal, profissional, amorosa, familiar.

Trata-se de uma exigência constante que fazemos para nos colocar disciplina em direção a um ou mais objetivos diários. Essa cobrança, esse peso em nossos ombros, atua como uma forma de pressão interna que nos impede de ver os resultados brilhantes que conseguimos no nosso dia-a-dia. Temos a mania de enxergar apenas as nossas fraquezas, nossos pontos que precisam ser melhorados... E assim, esquecemos de comemorar nossas vitórias!

Certamente, há cobranças externas como prazos de entrega de tarefas, limites de horas que devemos cumprir por dia. Mas todas estas cobranças externas não podem nos atingir tão drasticamente quanto a autocobrança que fazemos. Porque essa exigência interfere justamente na maneira como nos vemos, ou seja, na nossa autoestima.
Este trecho da música “Admirável chip novo”, da Pitty, explica bem esta sensação:

“Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste e viva

Se você se cobra, se coloca no mundo como apenas uma máquina de cumprir tarefas, já acorda pela manhã com um peso nas costas, com uma sensação de desconforto que nem sabe bem como definir. Se cobrar em demasia por algo no trabalho quer dizer muitas vezes não respeitar seus limites de entrega à profissão, é não ter prazer em realizar sua função, é não ver que você realiza bons trabalhos. A cobrança em excesso afasta a sensação de realização pessoal e profissional.

Responda a si mesma:

1) No seu dia-a-dia, você consegue ver os resultados positivos de seu trabalho ou vive se criticando e se pondo mais para baixo quando não consegue fazer o que precisa ser feito?
2) Você se sente bem com as suas decisões pessoais ou se preocupa com o que as pessoas podem pensar?
3) Como você reage diante de alguma tarefa nova? Fica ansiosa e com medo? Ou percebe o quanto você é capaz de realizar algo diferente?

Atitudes de autocobrança só trazem angústia, ansiedade e desespero em ter que cumprir uma tarefa ou tomar uma decisão. Se cobrar demais faz você ter baixo rendimento profissional e ansiedade em sua vida pessoal... além disso, no lado externo da situação, faz que com o mundo te veja como alguém que realmente não merece ser valorizada - porque você não se valoriza e não acredita em si mesma.
Repense suas atitudes e tente descobrir maneiras de se fortalecer, pois a vida é muito curta para se preocupar com a inútil busca pela perfeição.

Depoimento masculino: "As mulheres só querem sexo!"




Eu tomava uma cerveja, depois da aula, num bar em frente à universidade onde eu trabalhava, e um aluno se aproximou com aquela cara de cachorro perdido.
Conversa vai e vem ele entrou no assunto que estava enlouquecendo o seu copo.

“Professor, é o seguinte. Não agüento mais essa mulherada. Não consigo uma garota pra namorar. Só pra transar. Toda sexta à noite eu saio, vou num bar, uma danceteria, e arrumo mulher pra transar, somente. Mas eu quero namorar, sabe?”
E explicou o que era namorar, pra ele.

“Eu quero ficar em casa com a menina fazendo massa e enchendo a cara de vinho barato, daqueles de garrafão. Quero caminhar de mãos dadas pela calçada. Quero gostar, sabe?”

Aquilo me lembrou imediatamente uma outra conversa, dessa vez com uma garota, também aluna. Ela me pediu que apresentasse alguém prá ela, que ela não agüentava mais não ter namorado. “Puxa, professor, o senhor conhece todos os alunos, me apresenta um que queira uma namorada. Os homens não querem mais namorar, só querem transar.” As mulheres se queixam muito dos homens.

Pensei em apresentar os dois, mas não me lembrava mais quem era a menina. Mas contei a história para ele, que enquanto me escutava enchia o seu copo. Ele era um tipo que acho que as universitárias acham interessante. Devia ter uns 24 anos. Pele morena, cabelos num corte meio feminino, penso que chanel, um brinco discreto. Mas com cara e corpo de homem, o que fazia um arranjo bonito.
Daí passamos a falar de livros, aula. Até que uma menina no fundo do bar chamou a atenção dele. Bonita, loira, do tipo “olha como sou gostosa”, ela atirava os cabelos pra lá e pra cá, e entre um gole e outro de cerveja olhava para o pobre procurador de namorada. Talvez conscientemente, ela bebia sua garrafinha direto no bico. Isso reforçava o jogo de sedução que ela estava jogando, pelas mensagens outras que passava ao procurador de namorada. Procuradora de namorado?
Vi o brilho no olho dele. E lá foi, copo em punho, conversar com a menina. Procurar o quê mesmo?
Fui pra casa pensando em Vinicius de Moraes que escreveu: “a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”. Fui pra casa pensando em Arthur da Távola, que disse que “não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente... “
Fui pra casa, cantando Vinicius baixinho, respeitando meus ouvidos: “Se você quer ser minha namorada / ah! que linda namorada você poderia ser / se quiser ser somente minha / exatamente essa coisinha / essa coisa toda minha / que ninguém mais pode ser...”. Puxa, conquistei “todas” as namoradas cantando essa música. Parecia tão fácil arrumar namorada cantando “Minha namorada”. Mas lembro que os amigos já se queixavam muito das mulheres.

Dias depois, encontrei de novo o procurador de namorada.
Arrisquei: “E aí, encontrou a parceria para o vinho de garrafão?”
E ele: “Que nada! Aquela loira queria era sexo. Fomos lá pra casa, depois de muitas cervejas. Mas não a vi mais por aqui. É o que eu te disse, as mulheres só querem transar, professor”.

“A gente não quer ser do mal”


...Dizer palavras grossas, jogar na cara tantos sacrifícios, ignorar aquele compromisso.
...Dar as costas para as lembranças mais singelas e preciosas.
Mas, não tem jeito!
Até a mais Cafajeste, a mais insana de todas.
Uma hora encosta no parapeito debruçada com seus sonhos...
E questiona-se, completamente revoltada:
Qual o problema desse cara, se não respondi a mensagem, não atendi as primeiras ligações, porque insiste em ficar na porta do meu prédio?”
Com medo, afugenta-se no lar... doce lar... esperando o malvado, o ruim, o cruel deixá-la por fim... ir garimpar mais um Ouro de Tolo...
Sob a luz da lua nova respira fundo e murmura para si :
Daqui um tempo... terei que sair de paraquedas!
E volta aquela insuportável espera... admirando a luz intensa e majestosa do luar!